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Diabo na Cruz

Em 2008, a música portuguesa estava ainda a aprender a gostar de si própria. Uma nova geração de músicos com afinidades musicais e referências comuns começara a concentrar-se em Lisboa. Recém-chegado à capital, Jorge Cruz encontrou na família FlorCaveira o estímulo para voltar a explorar a ideia de um rock (em) português enraizado no legado musical de Portugal. Cruzou-se com Bernardo Barata (baixo) e João Pinheiro (bateria), com quem formou um trio, a que se juntou B Fachada (viola braguesa) e João Gil (teclados). 

O álbum de estreia Virou! derrubou barreiras e foi considerado um marco pela forma como fundia música tradicional com rock contemporâneo. Instrumentos eléctricos evocavam melodias resgatadas da memória da tradição, convidando a música moderna portuguesa a encontrar-se com a sua raiz. Sempre a trabalhar de forma independente, o grupo foi consolidando um percurso ao vivo muito marcado na sua identidade, com uma presença forte no circuito de concertos que lhes garantiu uma falange de fãs fiéis.

Após três anos na estrada, foi tempo de mudança – B Fachada saiu, Manuel Pinheiro (percussões, electrónica) e Sérgio Pires (viola braguesa) entraram e cimentaram a formação actual de Diabo na Cruz. Em 2012, o álbum Roque Popular espelhava o momento que Portugal vivia. O resultado foi um disco mais denso, mais tenso e mais intenso. Com um travo de amargura, mas com pólvora suficiente para explodir em qualquer festival, romaria ou arraial. São duas mãos cheias de canções que se transformaram em hinos.

O terceiro álbum, o homónimo Diabo na Cruz (2014), trouxe um apetite mais omnívoro e experimental ao modo como a banda trabalha a memória colectiva da musicalidade portuguesa. Histórias de amor, ambição e esperança de quem vive em Portugal traduziram-se em canções mais abertas e universais. 

Durante dois anos, o disco cresceu em espectáculos por todo o país – do Minho ao Algarve até às ilhas. Pelo meio, o prémio “Melhor Actuação ao Vivo” nos Portugal Festival Awards coroou uma festa única no panorama musical nacional. Uma banda que faz grandes concertos a partir de grandes canções espalhadas por três grandes discos que marcaram e celebraram a cultura portuguesa. 

Quatro anos após o lançamento do álbum homónimo, os Diabo na Cruz preparam-se para regressar às edições com “Lebre” (2018), o muito aguardado quarto álbum de originais.

Para além da habitual formação do grupo, Bernardo Barata (baixo e coros), João Pinheiro (bateria), João Gil (teclados e coros), Sérgio Pires (viola braguesa e coros), Manuel Pinheiro (electrónica e percussões) e Jorge Cruz (voz e guitarra), participam ainda no novo álbum Luís Figueiredo (com um arranjo para Quinteto de Cordas na canção “Balada”) e Luís Coelho (guitarra portuguesa em “Montanha Mãe/Contramão”).

Nomeações
  • Melhor Grupo

Diabo na Cruz